Actionaid


Em uma pesquisa realizada pela Actionaid (Actionaid, 2018) no Brasil com 500 jovens, 250 mulheres e 250 homens entre 14 e 21 anos, concluiu que entre o grupo de mulheres 78% haviam sido assediadas nos últimos seis meses. Essa mesma pesquisa foi realizada em mais três países sendo eles: Quênia, Índia e Reino Unido, entre os jovens dos quatro países que disseram ter testemunhado situações de assédio sexual nos seis meses anteriores à realização da pesquisa, 85% apontaram a vontade de impressionar os amigos, achar que seria engraçado ou acreditar que isso é “o que os homens fazem” como razões mais prováveis para a atitude do agressor. em todos os países, os jovens acreditam que a educação é, predominantemente, a resposta: 80% apoiam a educação como forma de combater o assédio contra meninas e mulheres. No Brasil, 59% disseram que ensinar os meninos nas escolas sobre como tratar as meninas é o caminho; 54% apontaram a educação de meninas, também nas salas de aula, sobre como denunciar assédios como medida importante; e 41% acreditam na necessidade de conscientizar professores a levarem as denúncias a sério, mesma porcentagem dos que afirmaram também ser importante educar os pais.

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Instituto Avon


E em sua opinião, quais das seguintes ações feitas contra uma mulher nas dependências da instituição de ensino, festas acadêmicas, competições ou trotes são formas de violência? Você considera uma forma de violência…
Algumas das violências listadas são ainda vistas por boa parte dos rapazes como consequências naturais do comportamento da mulher ou brincadeiras sem intenção de ofender ou intimidar. 27% não consideram violência abusar da garota se ela estiver alcoolizada 35% não consideram violência coagir uma mulher a participar de atividades degradantes como desfiles e leilões 31% não consideram violência repassar fotos ou vídeos das colegas sem autorização delas.
Assédio sexual: Comentários com apelos sexuais indesejados / Cantada ofensiva / Abordagem agressiva. 73% Conhecem casos 56% Sofreram assédio 26% Cometeram 7% das universitárias brasileiras já foram vítimas de algum tipo de violência no ambiente universitário. As violências sofridas incluem assédio sexual, coerção, violência sexual, violência física, desqualificação intelectual e agressão moral ou psicológica. Outro dado alarmante é que muitos estudantes homens ainda não reconhecem as violências que cometem. Apenas 2% admitiram espontaneamente já ter cometido algum ato violento contra mulheres na faculdade ou em festas acadêmicas, mas 38% reconheceram já ter praticado alguma das violências citadas em uma lista apresentada durante a pesquisa. Além disso, 27% não consideram violência abusar da garota se ela estiver alcoolizada, 35% não consideram violência coagir uma mulher a participar de atividades degradantes como desfiles e leilões, e 31% não consideram violência repassar fotos ou vídeos das colegas sem autorização delas.

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Microcamp


Em uma pesquisa feita pela empresa Microcamp em abril de 2017 (A Microcamp é a principal rede de escolas de informática e inglês no Brasil, com 75 unidades espalhadas por todo o país.) com 2.560 jovens brasileiros entre 12 a 31 anos, revelou que, do total dos entrevistados (66,1% mulheres e 33,8% homens) 46,4% dos entrevistados afirmaram já terem sofrido assédio na escola, e que 58,9% destes afirmaram que não ligaram ou agiram naturalmente, 32,1% não gostaram e contaram para alguém da família, 5,4% ficaram contentes e flertaram com a pessoa e 3,4% ficou com medo e pediu para não ir mais à escola. O estudo também questionou se os alunos assediados comentaram o assunto com alguém e a maioria (48,2%) respondeu que não. 25% disseram ter comentado com os pais e 23,2% com os amigos e apenas 1,6 relataram para a direção da escola. Para 44,6% dos jovens, assédio sexual é quando alguém tenta agarrar uma pessoa à força por várias vezes. 3,6% disseram que é quando alguém olha para outra pessoa com desejo; e outros 3.6% interpretam como sendo quando alguém manda mensagens insinuantes. Contudo, para a maioria (48,2%) todas essas situações podem configurar um assédio, somadas a outras: quando alguém convida para tomar alguma coisa, alguém fica olhando com certo desejo e quando ganha um elogio.

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