Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 42% dos brasileiros já sofreram assédio no ambiente de trabalho. Já pela revista francesa Rebondir, especializada em questões de emprego, 33% dos trabalhadores de todo o mundo já sofreram assédio. E se você pensa que isso é um problema enfrentando apenas pelos cargos mais baixos, fique sabendo que o problema atingiu indiscriminadamente todos os escalões: executivos (35%), supervisores (27%) e operários (32%). Em relação ao assédio sexual, a pesquisa é brasileira e foi realizada com uma amostra de 401 mulheres com mais de 16 anos. Do total, apenas 9% declararam ter sofrido assédio sexual; desse total, 30% calaram-se, 31% saíram do emprego, 7,7% denunciaram aos superiores e apenas 2,6% moveram processo na Justiça. As razões pelas quais as vítimas não procuraram a Justiça: 5,3% acharam impossível ganhar, 18,2% não tinham provas, 7,9% tiveram medo do julgamento social, 15,8% tiveram vergonha, 18,6% preferiram manter o emprego e 18,4% resolveram de outra forma.
Link completo.O assédio moral costuma surgir com pouca intensidade. Porém, aos poucos vai se propagando e a vítima passa a ser alvo de um número crescente de humilhações e de brincadeiras de mau gosto. As vítimas temem fazer denúncias formais, com medo e retaliações, como mudanças desvantajosas de função e local ou até a demissão. Além disso, denúncias podem tornar pública a humilhação pela qual passaram, aumentando ainda mais seu sofrimento. Embora seus agressores tentem desqualificá-las, as vítimas não costumam ser indivíduos doentes ou frágeis. São pessoas que tomam, de forma consciente ou inconsciente, posições de enfrentamento, algumas vezes questionando privilégios ou situações injustas. Com isso, tornam-se os alvo das agressões. Isso ocorre justamente por não se deixarem dominar, por não se curvarem. Com o tempo, o próprio assédio pode gerar patologias nas vítimas, à medida que faz com que elas acreditem ser exatamente o que seus agressores pensam, ou desejam, que sejam: desatentas, inseguras, incompetentes e frágeis. Em alguns casos, a vítima pode entrar em processo depressivo, prejudicando seu desempenho no trabalho e realizando a profecia induzida por seu algoz.
Link completo.Os alunos envolvidos no assédio têm uma experiência escolar negativa. O clima sentido por essas crianças seria portanto prejudicial. Para compreender como melhorá-lo, mais vale defini-lo. O National School Climate Center defini-o assim: o clima escolar reflete o julgamento que os pais, os educadores e os alunos têm das suas experiências de vida e de trabalho dentro da escola. Por essa razão não se trata de uma simples percepção individual. Esta noção de clima (às vezes chamado atmosfera, tonalidade, ambiente ou meio) tem por base uma experiência subjetiva da vida escolar que leva em conta não o indivíduo mas a escola enquanto grande grupo e os diferentes grupos sociais na escola.
Link completo.O trabalho consiste no relato de experiência do projeto de extensão "Quebrando o ciclo do silêncio: sensibilização sobre assédio sexual contra mulheres no CCSA/UFRN", teve como intuito dar visibilidade e promover uma sensibilização da problemática do assédio sexual contra mulheres no âmbito da universidade. As ações foram desenvolvidas junto a discentes, docentes e servidores(as) técnico-administrativos(as).
Link completo.O tema tratado, assédio moral, é uma das práticas que frequentemente assolam a vida dos trabalhadores, aterrorizando-os e prejudicando-os de uma forma muitas vezes irreversíveis, devido ao abalo psicológico causado. Os assediadores podem ser os colegas de trabalho ou o empregador. O silêncio, devido ao medo faz com que a situação se prolongue e prejudique ainda mais o assediado. O receio toma conta do indivíduo impedindo-o de tomar qualquer atitude. A legislação tem tentado avançar nesse aspecto para suprir essa necessidade, porém é muito difícil provar o assédio, ficando a vítima incumbida de apresentar indícios.
Link completo.O tema em apreço se configura como tema muito antigo no ambiente dos professores, porém pouco explorado nas discussões dentro do ambiente escolar e Secretarias de Educação. Contudo, essa abordagem tornou-se fundamental no contexto atual em virtude dos diversos conflitos existentes nas relações sociais no ambiente educacional. Mesmos assim, observou-se o surgimento de uma tendência de humanização das relações sociais permeada pela mídia, bem como pelos meios jurídicos e sociais.
Link completo.São comuns as manifestações de violência, dentre elas o bullying e o assédio moral, no cenário educacional. Diante dos significativos índices de ocorrência desses fenômenos dentro das escolas e universidades e, da necessidade de aprofundar as investigações sobre correlação dos problemas de convivência com a formação em aspectos sócio-morais e éticos dos futuros professores, este trabalho pretende ampliar os dados disponíveis para reflexão, bem como, eventualmente, para as propostas de intervenções nos ambientes de formação.
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